Não adianta ouvir o pronunciamento de fim de ano da presidente Dilma Vana Rousseff em busca de compromisso direto com LGBT. Em fala transmitida por rede nacional de TV e rádio, na noite do domingo, 29, a mandatária fala de negros, quilombolas, povos indígenas, jovens, mulheres e pessoas com deficiência (por volta dos 7min30 do aúdio abaixo). E ponto. Acaba aí a expressão de segmentos populacionais mais vulneráveis!
Foram 11 minutos e 50 segundos de pronunciamento encerrados, entretanto, com uma frase que pode enganar: "Nada fará mudar nosso rumo a favor de mais distribuição de renda, diminuição da desigualdade, pelo fim da miséria e em defesa das minorias."
A realidade demonstra que, para Vana, LGBT não está nessas minorias defendidas pelo governo petista. Por ordem do Palácio do Planalto, a bancada governista evitou a votação, em dezembro de 2013, do PLC 122/06, que criminalizaria a homofobia. Tudo em nome de acordo eleitoral com setores reacionários religiosos. Como resultado da ação, o PLC acabou e a proposta foi incorporada na reforma do Código Penal, que deve ser bem morosa. A cúpula do governo federal e os religiosos homofóbicos triunfaram!